Curta metragem “Muros” será exibido no Al Janiah, em São Paulo, em 24 de maio

Muros (25min. 2015) será exibido no dia 24 de maio de 2018, às 19h30, no Al Jeniah, situado no bairro do Bixiga, em São Paulo. A sessão será seguida de debate com o fotógrafo Rogério Ferrari. Evento gratuito.

MUROS 1

O filme, dirigido por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, relaciona Brasil e Palestina enquanto acompanha um fotógrafo que percorre favelas de Salvador. Gravado no Nordeste de Amaralina e no Calabar, traz a participação de Rogério Ferrari, fotógrafo baiano que conviveu e fotografou o povo palestino em Gaza, na Cisjordânia e nos campos de refugiados do Líbano e Jordânia, além de povos em luta em diversas partes do mundo. Ferrari põe em questão a violência, a precariedade social, urbana e arquitetônica de favelas brasileiras que, segundo ele, lembram, nesses aspectos, os campos de refugiados palestinos em que ele esteve. O curta revela a resistência e a afirmação da vida em bairros estigmatizados de Salvador, promovendo um encontro entre Cinema e Fotografia.

Rogério Ferrari, nasceu em Ipiaú na Bahia em 1965. É um fotojornalista, com formação em antropologia pela UFBA. Trabalhou para importantes veículos de comunicação nacionais, como Revista Veja e Revista Carta Capital e internacionais, como Revista Acción (Argentina) e Periódico El Tiempo (México), assim como para as agências de notícias Prensa Latina (Cuba) e Reuters. Desde 1986 desenvolve reportagens fotográficas no Brasil e em diversas partes do mundo que contemplam a resistência de povos e movimentos sociais.

O Al Janiah é um espaço político e cultural, com um bar e restaurante de culinária árabe no bairro do Bixiga; No lugar, mais da metade do quadro de trabalhadores é composta de refugiados da Palestina, da Síria, imigrantes de Cuba, Argélia, nordestinos e sulistas. Ali, arte, cultura, política, música e cinema se expressam criticamente por meio de eventos, cursos de filosofia, de idiomas, dança, teatro, lançamentos de livros, exibições de arte itinerantes, de filmes, shows etc. O nome da casa homenageia uma vila palestina de onde foram expulsos os pais do idealizador do espaço.

[sobre os realizadores e contato]

Fabricio Ramos e Camele Queiroz realizam um certo cinema na Bahia. Contato: fabriciokc[at]gmail.com e mellyraqueiroz[at]gmail.com

Desde 2011, dirigiram juntos, além de MUROS (2015), quatro curtas, um longa documental e o Canal Bahiadoc, uma websérie de seis vídeos trazendo conversas com realizadores baianos.

AS CRUZES E OS CREDOS (30min/HD/2014) [+site]

PARA QUE NÃO NOS SINTAMOS TÃO SÓS (5min/HD/2013) [+site]

HERA (72min/HD/2012) [+site]

BOM DESPACHO (20min/MiniDv/2011) [+site]

[sobre o curta]

Captura de Tela 2015-02-22 às 12.16.30
frame de MUROS: Rogério conversa com morador no Calabar.

Prêmio de Melhor Filme pelo Júri do V Feciba – Quinta edição do Festival de Cinema Baiano, 2015. 10+ Favoritos do Público no Kinoforum – 26º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo. MUROS participa de diferentes Mostra e Festivais de Cinema na Bahia, no Brasil e no exterior. Confira aqui os caminhos do filme.

Um fotógrafo percorre favelas de Salvador e relaciona aspectos sociais e arquitetônicos das favelas brasileiras com as suas vivências em campos de refugiados palestinos, revelando pontos em comum entre populações com diferentes condições de vida marcadas por conflitos sociais, políticos e econômicos. O encontro com as pessoas e seus hábitos revela também uma forma de riqueza que surge através do duplo jogo de registro com imagens fixas e em movimento.

Os diretores Fabricio Ramos e Camele Queiroz acompanham o fotógrafo Rogério Ferrari percorrendo os bairros do Calabar e do Nordeste de Amaralina, em Salvador, Bahia, motivados pela impressão de Rogério de que os campos de refugiados palestinos no Oriente Médio são parecidos com favelas brasileiras sob vários aspectos sociais, urbanísticos e arquitetônicos. Os bairros foram escolhidos por serem favelas socialmente estigmatizadas, ao tempo em que se localizam em zonas centrais ou nobres de Salvador.

MUROS põe em diálogo o olhar do fotógrafo e o olhar dos diretores, ritmando fotografia e cinema, direcionando as escolhas Estéticas para o sentimento de afirmação da vida e de resistência cotidiana. MUROS é um curta metragem de 25 minutos cuja ética e estética do filme identifica-se com a maneira escolhida pelos diretores Fabricio e Camele para percorrer os espaços em que o filme acontece (favelas), e com a forma como se relacionam com Rogério, que mantém sua autonomia característica de suas vivências fotográficas pelo mundo.

MUROS 1
frame de “Muros”

Rogério Ferrari é baiano, natural de Ipiaú. Há vários anos retrata a luta por autodeterminação de diversos povos pelo mundo, buscando refletir sobre o lado desconhecido de conhecidos conflitos: Palestinos sob ocupação israelense e em campos de refugiados no Líbano e na Jordânia; Curdos, na Turquia; Zapatistas, no México; Saharauís no norte da África; Ciganos no interior da Bahia, entre outros.

MUROS é uma realização do Bahiadoc – Arte Documento, selo independente coordenado por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, realizadores de um certo cinema em Salvador, Bahia. O projeto “Muros” teve apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através de edital público do Setorial de Audiovisual 2013, realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e pela FUNCEB – Fundação Cultural do Estado da Bahia.

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[Mostras, Festivais e Premiações]

MUROS 3
frame de “Muros”

NA BAHIA

  • XI Panorama Internacional Coisa de Cinema – Mostra Nacional. Salvador/Ba. De 28/10 a 4/11 de 2015.
  • V FECIBA – 5º Festival de Cinema Baiano, Ilhéus/Ba – Mostra Oficial (11 a 13 de junho de 2015).  🏆 Vencedor do prêmio de Melhor Filme pelo Júri Técnico.

NO BRASIL

  • Kinoforum – 26º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo, Mostra Brasil. De 19 a 30 de agosto de 2015.  🏆 Premiado: 10 Favoritos do Público do 26º Kinoforum [link].
  • Mostra Mundo Árabe de Cinema – 10ª Mostra Mundo Árabe de Cinema, de 12 de agosto a 12 de setembro de 2015, realizada pelo Instituto da Cultura Árabe (ICArabe).
  • Goiânia Mostra Curtas: 15ª Edição do Goiânia Mostra Curtas – Mostra Oficial. 6 a 11 de outubro de 2015.

NO EXTERIOR

  • DocAnt2015 – 25º Muestra del Documental Antropológico y Social de Buenos Aires, Argentina.
  • FIDOCS: 19ª Festival Internacional de Documentales de Santiago. Mostra Oficial. 22 a 27 de setembro de 2015. Chile.
  • MiradasDocFestival Internacional de Cine Documental de Guía de Isora. Mostra Oficial. 1 a 7 de novembro de 2015. Espanha.

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[ sinopse, cartaz e ficha técnica]

MUROS
DCP | Cor | 25min | 2015

SINOPSE:

Um fotógrafo percorre favelas de Salvador e relaciona aspectos sociais e arquitetônicos das favelas brasileiras com as suas vivências em campos de refugiados palestinos, revelando pontos em comum entre populações com diferentes condições de vida marcadas por conflitos sociais, políticos e econômicos. O encontro com as pessoas e seus hábitos revela também uma forma de riqueza que surge através do duplo jogo de registro com imagens fixas e em movimento.

Direção de Camele Queiroz e Fabricio Ramos. Com a participação do fotógrafo Rogério Ferrari.

MUROS cartaz jul2015 NOVO

ROTEIRO, DIREÇÃO, MONTAGEM, FINALIZAÇÃO
fabricio ramos e camele queiroz

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
juliana freire

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA E CÂMERA
fabricio ramos

SEGUNDA CÂMERA
ramon coutinho

SOM DIRETO E FINALIZAÇÃO DE ÁUDIO
haydson oliveira

EDIÇÃO E COR
camele queiroz

PRODUTOR LOCAL NO CALABAR
José Inácio da Conceição Filho

PRODUTOR LOCAL NO NORDESTE DE AMARALINA
Paulo Sérgio Vieira Costa (Paulo Lé)

REALIZAÇÃO
bahiadoc arte documento

[TRAILER]

MUROS
Curta | HD | Cor | 2015

Tão longe, tão perto: Palestina e Brasil. COM ROGÉRIO FERRARI. Direção de Camele Queiroz e Fabricio Ramos.

[SINOPSE]

A partir do olhar do fotógrafo Rogério Ferrari, que conviveu e fotografou o povo palestino em Gaza, Cisjordânia e em campos de refugiados no Líbano e na Jordânia, o filme une cinema e fotografia, Palestina e Brasil. Os diretores acompanham o fotógrafo nos bairros do Calabar e do Nordeste de Amaralina, em Salvador, Bahia, motivados pela impressão de Rogério de que os campos de refugiados palestinos no Oriente Médio são parecidos com favelas brasileiras nos aspectos urbanísticos e arquitetônicos. O curta põe em diálogo o olhar do fotógrafo e o olhar dos diretores, a fotografia e o cinema.